segunda-feira, 11 de maio de 2009

Paqueras inadequadas

O momento nem sempre é o melhor, mas se há interesse o homem sempre acredita que uma paquera cola em qualquer situação. Não sei o que se passa na cabeça dos seres humanos (os do sexo masculino principalmente). Coisas que ocorreram nos meus últimos três dias de vida. Pasmem.

Situação número 1: Hospital de Base de Brasília. Se você está em um lugar como esse algum problema há de ter, concorda? Pois então... Estava eu na espera por atendimento (um problema sem gravidade que já foi sanado) e lá está no aguardo também uma criatura que caiu de moto. Um ser com a calça rasgada, sem camisa e coberto de sangue me olha e dá um sorrisinho. Eu penso: “Nossa, isso deve doer.” E sorrio de volta. Segue o olharzinho. Eu penso dessa vez: “Que que iiiisso?”. E eis que faz-se uma das situações mais hilárias/constrangedoras/peculiares de minha vida:

- Você é médica? (Só Deus sabe por que ele pensou isso)
- Não, não. Estou aguardando também. Sou paciente mesmo.
- Ah tá. Você faz o que?
- Sou jornalista. (Nem comento o que pensei)
- Ah, que legal. Jornalismo é muito legal. E está atuando na área?
- Não, estou fazendo outras coisas, mas procurando. (Em minha mente: Esse médico tem que aparecer logo).

Depois de um tempo de conversinha aguada e, dele assuntar com minha tia que esperava comigo mais alguns detalhes sobre mim, o médico chega e começa o atendimento. Fim do diálogo. Saio sem dizer tchau.

Para que não restem dúvidas sobre a emoção desses dias conto mais uma.

Situação número 2: Estou indo para o trabalho e pensando nas mil coisas que tenho que fazer essa semana. Paro no engarrafamento e PUN! POFT! PÁÁ! (Imagine o som que quiser, de qualquer forma é horrível). Um ser acerta a traseira do meu carro. Eu fico nervosa, dou uns tabefes no volante e desço. Do outro carro descem dois homens de terno, muito bem vestidos e perguntam: - Você está bem, moça?. E completa: - Eu que errei, desculpa, vou arcar com tudo.
Depois de passada a raiva momentânea o ser número dois do carro que me acertou começa com gracejos. Viu meu crachá do trabalho, solta uma piadinha. Entra comigo no carro para registrar ocorrência, vê uma banana que eu levava para comer como café da manhã, faz uma piadinha com o amigo e dá muitas risadas. Não saiu sem pegar meu telefone e completa: - Foi um prazer te conhecer.

Sim, o mesmo prazer de arrancar um siso em um dia de TPM tendo acabado de romper um namoro e ter sido demitida.
Ps: Eles foram educados, isso não nego.

Mais emoções em breve.

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