É engraçado como a vida flui. Eu estudei durante quatro anos os moldes da linguagem, formação de opinião, influência midiática, análise de conteúdos, ângulos, foco, edição e blá blá blá, para que? Isso mesmo! Para trabalhar com arquivo em um órgão público. Meu único contato com a escrita atualmente são os post que faço (muito de vez em quando) e os emails que envio (alguns até que são boa literatura, romântica, é claro). Não, esse não é um post reclamão, desse assunto já cessei. Minha felicidade independe disso.
A questão é que estou em um lugar que trabalha com aprovação de medicamentos genéricos. Sabe o que é preciso para que um fármaco seja considerado genérico e vá parar em sua caixinha de remédios por um preço ridiculamente menor? Que outras pessoas o tomem e não sofram com “reações adversas”. Eu não entendo nada dessas coisas de remédios, imagino que várias substâncias em outras circunstâncias também sejam testadas em humanos, e minha perplexidade não diminui por isso.
Em alguns dos processos há fotos de pessoas durante a realização das pesquisas, nada de excepcional, mas ao observar uma dessas foi que senti meu coração sufocado, como se estivesse sendo enfiado a pisadas em uma caixinha de fósforo, de tão apertado. De um lado alguém precisa servir de cobaia em troca de algum retorno financeiro, do outro alguém precisa dos resultados para análise e esperando tudo se acabar: o público precisa do remedinho.
Então a saúde de quem compra o remédio tem mais valor do que aquele que serve de teste? Sei que é preciso de regulamentação para manter a saúde da população como um todo, e que isso é feito de maneira segura, mas que ainda sim isso gera certa indignação, ah, isso gera!
Não adiantou colocar o selo de apoio à obrigatoriedade do diploma, já era. Que seja...