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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ReFinal dos tempos

Cumprindo mais uma missão estava eu com o carro cheio de crianças. Estávamos na volta de um ensaio e tive a idéia de ligar o som para que, talvez, eles se distraíssem e tal. Beleza!

Mudando ali as rádios (os CDs que eu tinha não eram do agrado deles) eu escuto um coro: Deixa nessa! Deixa nessa! E começam a cantar muitíssimo empolgados uma música (?). Eu caio na besteira de perguntar: Que é isso? Uma garotinha com uma carinha pasma responde:

- É Restart! Você não conhece essa música? Que desaculturação!

A motorista desaculturada ficou calada. Deixei eles lá cantando...

A música era essa:


terça-feira, 23 de junho de 2009

Algum humano vale mais que outro ser, sendo os dois da mesma espécie?

É engraçado como a vida flui. Eu estudei durante quatro anos os moldes da linguagem, formação de opinião, influência midiática, análise de conteúdos, ângulos, foco, edição e blá blá blá, para que? Isso mesmo! Para trabalhar com arquivo em um órgão público. Meu único contato com a escrita atualmente são os post que faço (muito de vez em quando) e os emails que envio (alguns até que são boa literatura, romântica, é claro). Não, esse não é um post reclamão, desse assunto já cessei. Minha felicidade independe disso.

A questão é que estou em um lugar que trabalha com aprovação de medicamentos genéricos. Sabe o que é preciso para que um fármaco seja considerado genérico e vá parar em sua caixinha de remédios por um preço ridiculamente menor? Que outras pessoas o tomem e não sofram com “reações adversas”. Eu não entendo nada dessas coisas de remédios, imagino que várias substâncias em outras circunstâncias também sejam testadas em humanos, e minha perplexidade não diminui por isso.

Em alguns dos processos há fotos de pessoas durante a realização das pesquisas, nada de excepcional, mas ao observar uma dessas foi que senti meu coração sufocado, como se estivesse sendo enfiado a pisadas em uma caixinha de fósforo, de tão apertado. De um lado alguém precisa servir de cobaia em troca de algum retorno financeiro, do outro alguém precisa dos resultados para análise e esperando tudo se acabar: o público precisa do remedinho.

Então a saúde de quem compra o remédio tem mais valor do que aquele que serve de teste? Sei que é preciso de regulamentação para manter a saúde da população como um todo, e que isso é feito de maneira segura, mas que ainda sim isso gera certa indignação, ah, isso gera!

Não adiantou colocar o selo de apoio à obrigatoriedade do diploma, já era. Que seja...

terça-feira, 15 de maio de 2007

Tudo é uma oportunidade

Os protestos que descem esplanada abaixo sempre enchem meus olhos. Palavras de ordem, exigências e braços para cima.

Está certo que nenhuma notícia sobre esses movimentos é publicada em nenhum dos meios de comunicação do congresso, mas que renderiam uma boa história... isso sim!
E mais uma vez hoje os protestantes por aqui estavam. Poucos, pequenos, mas com uma forte voz que se ouvia de dentro do prédio onde os funcionários da “casa” seguem sua rotina sem nenhuma alteração.

Passam as faixas, as pessoas, a polícia os segue e no final do cordão do protesto, acompanhando em uma bicicleta está o vendedor de picolés. A combinação parece perfeita: Sol forte e muita gente caminhando, só poderia ser uma boa ocasião para vender.

A vida é assim, alguns protestam em busca de alguma melhora, alguns trabalham (mesmo que ignorando o que está acontecendo) em busca de uma evolução e outros simplesmente querem vender seus picolés.